Estou farta de escrever coisas tristes, principalmente em sentir coisas tristes. Juntou uma bola de dor na minha garganta, que a cada segundo, me sufoca mais um pouco. Uma tristeza sem tamanho, uma vontade de não levantar da cama. Medo, é só isso que consigo sentir além da saudade do que eu era antes de te conhecer; que me invadi a boca, até os pés. Sinto medo que essa sensação tão desesperadora, não passe rápido, medo desses últimos dias — que cá entre nós foram os piores possíveis, sesse ou se multiplique mais e mais. Medo, é essa a sensação que deu lugar ao meu coração.
Algumas pessoas me olham na cama com meu coração imobilizado, e acham que é dá minha fúria vontade, permanecer ali; daquele jeito. Coitados, pouco eles sabe que cada suspiro é uma vitoria pra mim, cada passo é como se fosse uma montanha escalada. Porque no fundo é isso mesmo; cada passo uma montanha escalada. Um obstaculo vencido. É como se eu voltasse ao meu um ano de idade e começasse a aprender a andar, a falar, a comer, a lidar com minhas próprias pernas. Desaprende a viver e hoje, cada passinho, seja ele pequeno ou grande, é uma grandiosidade ao meu ver.
Vosmecê deixou marcas profundas em mim... Cicatrizes tão permanente, que ao olhar-me no espelho, ainda consigo lembrar-me da facada que tu me deste naquela noite. E de todas as marcas que me deixas-te, a que mais faz doer; é saber que eu tenho que te esquecer.
Clara Rangel.
Você esquece de tal forma, que consigo transparecer tua dor e a gente passa a sentir também. Você é uma escritora nata Clarinha! Se orgulhe de se, porque sinto um imenso orgulho de você. Estarei sempre te espero e continue escrevendo tão bem.
ResponderExcluirFico tão, mas tão realizada e agradecida ao ler isso... Embora que não quero jamais vocês sentindo a minha dor, quero vê-los bem, sempre. Irei voltar! E mais uma vez, obrigada. Afagos.
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