quarta-feira, 18 de abril de 2012

Chegando agora do hospital, é inevitável não sentir que tudo realmente está fora do lugar. E toda essa certeza só me faz crer que seguir a vida sem você, vai ter torturante e difícil demais. Me lembro exatamente do dia em que resolvi admitir para mim mesma que gostava de você. Lembro que as semanas que se passaram, não passaram mais fáceis pelo fato d’eu ter admitido. Muito pelo contrário; eu não tinha vergonha de admitir isso para mim mesma, nem para os meus amigos. Mas para você eu tinha, apesar de você ser meu amigo. Para você eu tinha, pois eu não queria ser só amiga. Tinha medo. Tive muito medo. Meses se passaram e ninguém mais suportava me ver assim, angustiada. Eu já não aguentava. Lembro do dia em que te contei. Lembro exatamente da minha reação ao escutar a sua resposta. Os seus olhos pareceu brilhar mais. Tive vontade de sair correndo pela varanda, gritando e cantando, quão era a minha felicidade pela minha angústia ter acabado.  E agora o que me resta é essa dor e essa angústia, e não há angústia maior do que ter a certeza do quanto seria maravilhoso estar ao seu lado e não poder estar. Não há angústia maior do que saber que tudo estaria certo com você, mas que você não está aqui, nem eu aí. Pensei em tantas coisas pra te dizer hoje, como venho pensando desde que senti que te perde. Mas como te falar? Como falar tudo que está guardado aqui? Como te falar que o amo e que estou disposta a enfrentar o que for pra ficar contigo? Por favor, volta. Não faz isso comigo. Não faz isso com meu coração. Volta! 

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